Cartas da Palestina – Parte I

Gaza. Manhã cedo, assim bem cedinho e já tão quente como o são quentes as manhãs de verão na Faixa. Brilha o sol com a nítida e vergada placidez das águas do Mediterrâneo. Preparam-se os homens para a faina que trará o peixe que lhes sacia a fome e lhes permite uma receita modesta e variável como variável é a sorte dos dias que lhes passam pelas redes e pelas mãos. Mãos fustigadas pelo nylon, pelo sal grosso do mar que os banha.