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Como escolher bons títulos: 7 truques infalíveis
imagem de destaque do texto "como escolher títulos"

Queres que os teus artigos tenham a atenção que merecem — ou que tu julgas que eles merecem?
Ok. Já é um começo. Agora só tens de perceber como escolher bons títulos para os teus conteúdos.

Deixa-me ajudar-te nessa difícil missão.

É importante que percebas que os teus conteúdos não vão chegar a lado nenhum se o título não prender a atenção do José, da Maria, da Rita, da Clara…

Tens de pensar que o teu título é a única oportunidade que tens para despertar a curiosidade de quem está a ler — e de quem queres que te leia.

No fundo, a tua missão passa por fazer com que estas pessoas leiam o teu conteúdo, e não apenas os títulos.

Presta atenção às palavras sábias de John Caples:

“Se o teu título não parar as pessoas, o copy até pode estar escrito em grego.”

É isto que quero que retenhas.

Ou seja, do ponto de vista de uma estratégia de marketing e de criação de conteúdos, é crucial saber como escolher um título.

As pessoas decidem se te vão ler em função do título que escolhes.

O pior mesmo é saber que estamos a olhar para uma realidade onde…

8 em cada 10 pessoas só olham para os títulos.

Já alguma vez tinhas pensado nisto? Se calhar não.

Pois bem! É isto mesmo que as pessoas fazem.

Lêem os títulos e formam opiniões com base nos títulos que acabaram de ler.

E com os artigos, conteúdos informativos ou de entretenimento passa-se o mesmo.

Bom, se estas primeiras linhas não chegaram para te convencer, eu reforço a ideia.

Ou seja, é preciso que percebas rapidamente que…

Tens de apostar tudo nos títulos!

Caso contrário, estás a contribuir de forma activa para que as pessoas não queiram saber de ti,
quanto mais ler o que escreves.

Assim, quando olhamos para os números, percebemos que 80 em cada 100 pessoas só lêem os títulos.

O que dá para perceber com clareza qual é o teu papel no meio disto tudo.

Aquilo que tens de fazer é…

Levá-los à próxima frase — e depressa!

Acho que não consigo ser mais claro que isto — e olha que estou a tentar há algum tempo.

Enquanto escritores, criadores de conteúdos ou copywriters, o nosso propósito tem de ser esse.

Quando consegues pensar frase a frase, estás mais perto de conseguires levar as pessoas a ler o que escreves.

O que tu queres é que elas sintam vontade de ler cada frase com a mesma energia.

Isso só acontece se fores capaz de dar ritmo às tuas palavras, às tuas frases, ao teu texto.

A importância do tom, da voz e do ritmo.

Nunca te esqueças que aquilo que estás a pedir a todas pessoas que se cruzam com o que escreves é que estas de dêem tempo — que é só a pior coisa que lhes podes pedir nesta Era.

Estás a pedir que parem o que estão a fazer para ler o que tens a dizer.

Porquê? Porque acreditas cegamente que o que escreveste é importante e elas precisam mesmo de te “ouvir”.

A única forma que tens de manter as pessoas atentas é com o ritmo que dás ao teu texto.

Mas ó Martim, os textos também têm ritmo?

Boa pergunta.

A resposta é simples: claro que sim!

Na música, por exemplo, a duração das notas, dos silêncios e das pausas entre essas notas define o ritmo da canção.

Já na escrita, o ritmo é marcado pela pontuação e pela forma como escreves as tuas frases.

Olha para este exemplo:

“Ela foi à mercearia. Comprou o que precisava. Ela preparou tudo para fazer uma feijoada.
Chegou a casa e deixou a carne apurar durante 2 horas.


A casa encheu-se de cheiros do campo que lhe lembravam a infância.

Depois fez arroz. Esperou pelo marido.
Tiveram um jantar delicioso. Ela chegou ao final da noite e pensou que a vida é boa.”

Para ser simpático vou dizer que isto é, apenas, bastante aborrecido…

Não. Desculpa, mas não.

Aborrecido é pouco.

É horrível, penoso, doloroso de escrever, e imagino que seja difícil de ler.

Por esta altura deves estar a pensar: “E agora? Qual é a solução?”

A solução? Varia o tamanho das tuas frases.

escolher bons títulos _ imagem 1
Créditos: David Becker

Garanto-te uma coisa, a partir do momento em que começares a fazê-lo, vais encontrar um ritmo que se ajusta
à tua “voz”.

Por isso é que estou sempre a repetir a ideia de procurares, cada vez mais, escrever como falas.

Se o fizeres vais conseguir aproximar-te cada vez mais da tua verdadeira voz.

Pensa na música, mais uma vez.

A música não precisa de letra para ser esmagadora, espantosa e genial. Certo?

Consegues sentir a emoção e o mood de uma música pela melodia, sem precisares de letra, de uma história.

Por alguma razão essas sensações têm impacto directo no teu estado de espírito. No teu bem estar.

Com as palavras tens de fazer igual.

Vamos voltar à frase de há pouco.

Imagina que ela tinha sido escrita assim:

“Ela foi à mercearia comprar o que precisava para fazer uma bela feijoada.
Quando chegou a casa poisou os sacos e começou a tirar as carnes e enchidos para um tabuleiro.

Enquanto preparava o jantar, a casa foi invadida por cheiros que a faziam lembrar-se da casa da sua avó, em Manteigas. Quando acabaram de jantar disse baixinho ao marido: ‘A vida é linda. Não é?
‘”

Diferente. Não é? Pois é.

Conclusão da 1ª parte do texto?

Se as pessoas ficam pelo título tens um problema.

Por isso, aqui o amigo passou 1 semana a escrever este artigo só para te trazer…

7 truques para escolheres títulos mais eficazes.

Assim — e na missão difícil de te mostrar como é que podes escolher bons títulos para os teus conteúdos — vou deixar não um, não dois, mas 7 truques para escolheres títulos mais eficazes.

Sem perder mais tempo, aqui estão elas:

1. Usa números.

O nosso cérebro adora números. Por isso, sempre que puderes, usa-os.

Quando olhas para os dados ao longo do tempo percebes o que funciona e o que não resulta de todo.

É a isso que deves agarrar-te.

Ex: 5 conselhos para escreveres bons artigos ou 7 dicas para escolheres títulos mais eficazes.

2. Foca-te no valor.

Já alguma vez te perguntaste o que é que as pessoas ganham com o que estás a vender?

Porque razão hão de ler o teu artigo? Pelos teus lindos olhos? Sim, claro…

Pensa nisto: a tua obrigação é a de escolher títulos que ajudem as pessoas a perceber o que ganham se fizerem o que pedes.

Ou seja, o benefício tem de ser claro e transparente como a água da nascente.

Ex: Perde 10 kg sem esforço e com a ajuda de uma nutricionista.

Vês o que estou a dizer?

3. Usa verbos fortes, de acção e no presente.

Sempre que puderes, esquece as regras que te dizem para usar o futuro. Não digas será. Diz que vai ser!

Como vês, um verbo de acção imprime ritmo e movimento.

Repara nestas 2 variações:

5 truques para ser melhor criador de conteúdos
vs
5 truques para escreveres melhor

Qual é que achas que resulta melhor?

Ai escolheste a primeira? Então lê lá as frases outra vez.

como escolher melhores títulos — pessoa a escrever ao computador
Créditos: Glen Carstens-Peters

4. Faz uma pergunta.

Às vezes ficamos sem ideias. É horrível, mas acontece a todos.

Por isso, se estás com falta de ideias para o teu título experimenta transformar frases em perguntas.

Tudo o que tens de fazer é despertar a curiosidade de quem te lê.

Parece fácil, mas é tudo menos isso. Garanto-te!

Mas como te estava a dizer, quando ficas sem ideias podes sempre recorrer às perguntas.

Repara neste título.

Ex: “Podem os bons títulos aumentar o número de visitas ao teu site?

Reparaste no que aconteceu aqui? Acabei de tornar o texto interactivo.

O que é que vem sempre atrás duma pergunta? Diz, diz. Não tenhas medo.

É isso mesmo: uma resposta.

Queres aprender a escolher bons títulos?

Como vês, a pergunta, quando é bem utilizada, dá um óptimo título.

5. Cria várias hipóteses de título.

Este é um exercício que faço no meu workshop de Web Copywriting e que resulta muito bem.

Para além de ser óptimo para a tua criatividade, dá-te vários caminhos alternativos para o teu conteúdo.

Abre um novo documento no Word e começa a espetar lá para dentro todos os títulos e variações que conseguires.

No final, vais ficar com uma lista de opções bem maior.

Ou seja, vai ser mais fácil escolheres o teu (melhor) título.

É ou não é do caraças? Eu sei que sim.

6. Vê o que tua concorrência faz

A concorrência é óptima para te ajudar a perceber o que funciona.

Uma das melhores formas de perceberes como é que podes escolher bons títulos passa por olhares para aquilo que os teus concorrentes fazem online.

Vasculha o site, o blog, as redes sociais, a forma como respondem aos seguidores, o tipo de copys que usam, subscreve as newsletters, vê as brochuras, os anúncios no digital, as contratações que fazem, tudo!

Não deixes escapar nada!

Acompanha de perto a tua concorrência para perceberes qual o caminho que deves (ou não) seguir.

Depois, só tens de fazer melhor do que eles.

Dizer o que eles ainda não disseram.

Ou dizer o que eles disseram, mas muito melhor.

7. Garante que o teu título é claro e breve

Antes de mais vais prometer-me que, em momento algum, vais recorrer à desonesta táctica do clickbait. Combinado? Óptimo.

Para aprenderes a escolher bons títulos tens de fazer um compromisso eterno com a clareza e com a simplicidade.

Os teus títulos têm de ser uma espécie de murro no estômago, de estalo na cara.
(se calhar vou parar com isto da violência)

Já no texto anterior, em que te mostrei como escrever emails de forma eficaz, falei sobre isto e deixei-te a citação de David Ogivly:

“On average, five times as many people read the headline as read the body copy.
When you have written your headline, you have spent eighty cents out of your dollar.”
— David Ogilvy.

Se não crias o tal compromisso com a clareza e com a simplicidade, vai ser difícil chegares onde quero que chegues.

E onde quero eu que chegues?

Ao ponto em que crias títulos que toda a gente percebe e fazes com que as pessoas (finalmente) leiam os teus textos e saiam felizes e contentes dos mesmos.

Reflexões à saída do escritório

Apesar de tudo o que possa ser dito, o título vai ser sempre a parte mais importante do teu conteúdo.

É ele que abre a porta às pessoas, que lhes pergunta gentilmente “o que vai ser, menina?”, que lhes faz a sugestão perfeita para o que se vai seguir.

Virgínia Wolf disse que todos os segredos da alma do escritor, cada experiência na sua vida e a qualidade da sua mente estão expressas no seu trabalho.

Vou lançar-te um desafio:

— Deixa a tua vida reflectir-se em tudo o que fazes, em tudo o que dizes e, claro, em tudo o que escreves.

Para que isso seja possível tens que:

  • ler mais;
  • escrever mais;
  • ler muito mais;
  • tirar notas;
  • pensar sobre aquilo que leste;
  • ler ainda mais;
  • escrever de forma simples;
  • já disse que tens de ler mais?

É isto.

Espera-te uma vida de trabalho, de luta, de batalhas contra as palavras, mas de muita emoção.

Esperam-te muitos momentos de stress e frustração quando estiveres a tentar escolher bons títulos.

Por isso, a única coisa que tenho para te dizer é, vai em frente.

Coragem!

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Não é assim tão mau. Vais ver.

Um abraço e até já.

P.S: Deixa o teu comentário ao texto e pergunta-me o que quiseres sobre o assunto.

Webgrafia:

https://www.digitaldoughnut.com/articles/2019/september/the-80-20-rule-of-headlines

Bibliografia:

Writing that Works, Kenneth Roman and Joel Raphaelson
The Boron Letters, Gary Halbert

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