O que dizes tu?

3 Formas de Fazeres Com Que te Leiam
Pessoa a ler online

Nunca foi tão fácil escrever e publicar os teus conteúdos.
Mas… para fazeres com que te leiam é preciso mais do que juntar parágrafos e publicar um texto.

Foi a pensar em ti e no quão difícil é hoje conseguir fazer com que as pessoas parem o scroll infinito e leiam um texto até ao fim que escrevi este artigo.

Vamos lá descobrir estas três formas de fazeres com que te leiam e a tudo o que escreves e publicas online.

1. Faz com que gostem de ti

Para poderes fazer disto vida e tornares a tua escrita rentável, não precisas de ser um deus das palavras, ou de ganhar o Nobel da Literatura. Nada disso. Precisas que gostem de ti e que se importem com aquilo que escreves.

E atenção que há muita gente que não gosta e não vai gostar e está tudo bem na mesma.

Se vais pedir às pessoas para te comprarem o teu livro, para fazerem uma transferência, seguirem os teus conselhos, ou para se preocuparem com algo que estás a dizer, tens de fazer com que as pessoas te oiçam e se importem contigo.

Queres ver um exemplo que não me deixa mentir?

Em dezembro lancei a campanha de Natal do meu livro.
Disse a toda a gente que tinha 23 livros e que quem quisesse comprar um livro autografado, ou com uma dedicatória para oferecer a alguém, tinha de me responder ao email, ou enviar mensagem privada nas diferentes redes sociais onde fiz as publicações.

Sabes quantos livros vendi? Vinte e três! A 15 € cada livro. Como diria o Guterres, é fazer as contas e tirar-lhe o preço dos portes de envio que paguei nos CTT.

Depois, disse que ia doar parte da receita à Liga Portuguesa Contra o Cancro. Assim fiz.

E as pessoas compraram por quê?
Porque gostam de mim!
Porque acreditam em mim.
Porque confiam em mim.


Ao contrário do que possas estar a pensar, não foi pelos meus lindos, maravilhosos e compridos fios de cabelo. Podia ter sido, mas não foi.

Vou deixar-te aqui algumas táticas que resultam sempre junto de quem te lê:

  • Os leitores vão gostar de ti se não usares palavras que eles não reconhecem
  • Os leitores vão gostar de ti se usares uma pitada de humor em tudo o que escreves

Claro que há alturas em que não é lá muito sensato escrever e espetar humor lá pelo meio. Na emissão de uma certidão de óbito, por exemplo.

No entanto, não hesites por um instante em juntar pedaços de humor nos teus artigos, nas newsletters da empresa, em emails com clientes.

  • Os leitores vão gostar mais de ti se mostrares que fazes parte da raça humana, tal como eles.

Imagina que estás a escrever um artigo sobre “Como fazer [qualquer coisa]…
Se lhe disseres qualquer coisa como: “O passo número 3 é difícil de pôr em prática. Não faças como eu que perdi 3 meses a tentar fazer isto. Sê mais esperto e faz assim…”

2) Escreve Sobre Pessoas

Nunca te esqueças que é por elas que se ligam as televisões.

É também por elas que os livros são abertos e lidos até ao fim. (Sim, é uma coisa que poucas pessoas fazem, mas ainda acontece)

E sabes que mais? Adivinha lá por que razão é que se vendem revistas… pelas pessoas, pois claro!
Isso e a razão pela qual aquela história que toda a gente está “careca” de ouvir… já é contada há séculos.
Porque tem pessoas lá dentro.

Pessoas! Este é o assunto sobre qual toda a gente quer ouvir falar, quer ler, ou sobre o qual quer pensar.

Em que é as outras pessoas estão a pensar?

Como é que elas agem, ou reagem a um determinado assunto?
Ou a tudo o que é assunto na vida.
O que será que faz com que as pessoas se sintam zangadas, felizes, entusiasmadas, tristes, preocupadas, revoltadas?

Em quem é que as pessoas estão a pensar votar nas próximas eleições?

Como é que posso fazer com que as pessoas se apaixonem por mim, pelo que faço, ou pelo que escrevo?

Como posso fazer com que elas queiram comprar o meu produto?
Ou apoiem o plano ambicioso que tracei para o futuro da empresa e que arranca no próximo mês?

São estas as perguntas que as leitoras e leitores fazem, todos os dias das suas vidas.

E depois dizem-nos: “não te preocupes com o que os outros pensam!”

Certo, mas… é TÃO DIFÍCIL e quase ANTI-NATURAL.

Assim, e sabendo dessa mesma dificuldade, o que te aconselho é que caminhes em direção à natural naturalidade com que fazes as coisas.

Ou seja, enfia toda a tua humanidade em tudo aquilo que escreves.

Claro que há alturas em que é mais difícil vestires um conteúdo que estás a escrever com o teu sangue, suor e lágrimas… mas são muito poucas e raras.
Até num funeral, p’amor da santa…

Até um artigo do género “Como Fazer [seja lá o que for]…” é sobre alguém… e para alguém.

Por isso, não escrevas sobre o ChatGPT.
Mostra como é que o ChatGPT vai afetar a vida das pessoas.

Se estás a escrever sobre o aumento da inflação e sobre as dificuldades que isso vai trazer ao país, começa o teu texto por um relato de uma família que está a viver no carro porque não conseguem pagar a renda de casa com a miséria de apoio que recebem todos os meses da segurança social.

A mesma Segurança Social que está a ameaçar tirar-lhes a guarda da filha mais nova por falta de condições para a criarem.

3) Oferece Informação Útil

… que é a mesma coisa que dizer que tens de oferecer informação que seja uma espécie de serviço público. Algo da qual as pessoas se possam servir e que possam utilizar.

Ou seja, os leitores têm de poder fazer alguma coisa depois de lerem aquilo que escreveste.

Imagina…

  • Talvez possam fazer um bolo porque lhes deste uma receita
  • Ou podem querer começar a ficar em forma e a fazer exercício porque partilhaste uma série de 10 exercícios que funcionam contigo.

Informação útil é isto mesmo — Algo que possa ser usado por quem te lê para transformar, de alguma forma, a sua vida.

E isto não é mais do que uma lista de indicações, direções, ou rotas para chegar a algum lado.

Atenção que não estamos a falar de algo que marca a pessoa que as escreve como sendo o próximo José Luís Peixoto, ou a próxima Agustina Bessa-Luís.

Mas é o tipo de coisa que faz com que a tua escrita seja muito, mas muito mais navegável e interessante.
É isto que vai fazer com que te leiam. Uma e outra vez. De cada vez que publicas alguma coisa.

Pessoas que oferecem este tipo de informação aos outros são reconhecidas por isso mesmo, por oferecerem, SEM PEDIR NADA EM TROCA, algo que tem como única missão ajudar… informar!

Foi isto que fiz aqui, com a diferença de que vou ter de pedir para fazeres uma coisa em troca, mas que podes bem mandar-me às couves e não fazer nada disso.

Convido-te a assinar a minha newsletter, com a promessa de, todas as semanas, te oferecer conteúdos deste género que têm como único objetivo ajudar-te a descomplicar a tua escrita.

Espero por ti!

P.S – E para começares uma aventura pela escrita da melhor forma, que tal espreitares este curso que te vai ajudar a Dar a Volta ao Texto?

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